Apresentação

A Sociedade Portuguesa de Neonatologia, fundada em 1986, faz parte da Sociedade Portuguesa de Pediatria.
Integra como sócios os pediatras, neonatologistas, enfermeiros e outros profissionais de saúde que se relacionam com os problemas dos recém-nascidos.

Tem como objetivos principais:

  • A formação e atualização contínua dos profissionais que se dedicam à neonatologia, promovendo e participando em seminários, reuniões temáticas e congressos nacionais e internacionais.
  • A identificação e investigação dos problemas neonatais portugueses, de modo a propor as melhores soluções quer locais, quer a nível nacional.
  • A promoção da investigação na área da neonatologia.

O entusiasmo dos seus associados tem permitido que ao longo destes mais de 30 anos de existência, a Sociedade Portuguesa  de Neonatologia se tenha vindo a afirmar interna e externamente como uma dinâmica associação de reconhecido valor cientifico na área da Neonatologia

Queira por favor consultar a sua História e os seus Regulamentos.

Madalena Lopo Tuna, Presidente, ULS de Lisboa Ocidental

Ana Cristina Freitas, Vice-presidente, ULS de Santo António

José da Cunha, 1º Vogal, ULS Almada-Seixal

Luísa Correia Martins, 2º Vogal, ULS de São José

Lígia Basto, ULS da Região de Aveiro

Preparar Hoje o Amanhã

Cuidar dos recém-nascidos é investir no futuro da nossa sociedade. É com este compromisso que apresentamos a nossa candidatura à Direção da Sociedade Portuguesa de Neonatologia (SPN) para o triénio 2026–2028.

A Neonatologia em Portugal tem-se afirmado como uma área de excelência clínica, científica e organizacional, fruto da dedicação dos Neonatologistas e do trabalho das equipas multidisciplinares que diariamente acompanham os recém-nascidos e suas famílias. A SPN tem desempenhado e continuará a desempenhar um papel determinante na formação pós-graduada, na estruturação de registos nacionais, na investigação científica, na cooperação com entidades nacionais e internacionais e no apoio às famílias e associações da sociedade civil. O papel formativo da Sociedade de

Neonatologia deverá estender-se a todos os profissionais envolvidos nos cuidados neonatais e às famílias e cuidadores.

A nossa candidatura parte do reconhecimento do percurso sólido das Direções anteriores, que honramos e pretendemos valorizar, mas também da convicção de que

a SPN deve assumir novos desafios, respondendo às exigências epidemiológicas, demográficas e tecnológicas do presente e do futuro. Queremos, por isso, consolidar o

que foi alcançado e abrir caminho a novas iniciativas que projetem ainda mais a Neonatologia portuguesa a nível nacional e internacional.

Colocamos os recém-nascidos e suas famílias no centro da nossa atividade, pretendendo promover a manutenção e desenvolvimento de cuidados de excelência, a formação contínua de todos os profissionais envolvidos, a investigação científica e a cooperação estreita com outras especialidades médicas, outras sub-especialidades pediátrica e sociedades médicas internacionais e parceiros da sociedade civil. Acreditamos que apenas uma visão abrangente, colaborativa e multidisciplinar permitirá enfrentar os desafios que se colocam, transformando-os em oportunidades de crescimento e inovação.

Assumimos, ainda, o compromisso de reforçar a produção e a divulgação científica internacional da Neonatologia nacional, dinamizando publicações e projectos multicêntricos que dêem visibilidade ao trabalho de elevada qualidade realizado no nosso país.

Este programa constitui o ponto de partida de um percurso de três anos, que pretendemos que seja feito em partilha ativa com todos os sócios, sempre com o objetivo comum de promover o desenvolvimento da Neonatologia portuguesa e defender a saúde e o bem-estar dos recém-nascidos, que representam o futuro da nossa sociedade.

1. Formação Pós-Graduada

1.1. Organizar Reuniões Científicas anuais em diferentes pontos do país, incluindo Reuniões de Casos Clínicos.

1.2. Promover ações formativas periódicas e descentralizadas (cursos/workshops) em áreas como:

• Ventilação neonatal.

• Infeção neonatal.

• Acessos vasculares.

• Hemodinâmica neonatal.

• Nutrição neonatal.

• Imagiologia do sistema nervoso central (SNC), cardíaca e pulmonar.

• Monitorização cerebral por aEEG e NIRS.

• Neurodesenvolvimento e seguimento do recém-nascido de risco.

• Cuidados paliativos perinatais e neonatais.

• Bioética, comunicação e humanização em cuidados neonatais.

• Investigação em Neonatologia.

1.3. Estimular o ensino baseado em simulação clínica e desenvolver módulos de formação híbrida (presencial e online).

1.4. Continuar a promover o Curso de Suporte de Vida Neonatal (Newborn Life Support – European Resuscitation Council), assegurando a formação e recertificação de formadores em todo o país.

1.5. Dar continuidade e apoiar a implementação do Curso de Hemodinâmica Neonatal, já planeado pela atual Direção, assegurando a sua consolidação como formação estruturada e regular no panorama da SPN. Neste âmbito: garantir a formação de formadores nacionais e assegurar a sustentabilidade e continuidade do curso nos próximos anos.

1.6. Estimular a participação ativa de jovens Neonatologistas com atribuição de prémios (participação em congressos, inscrições em cursos, assinaturas científicas).

1.7. Envolver outros profissionais da equipa neonatal, nomeadamente médicos de Obstetrícia e Medicina Materno-fetal, Cardiologia pediátrica, Medicina Geral e Familiar e enfermagem de Saúde Materna e Infantil, reforçando a abordagem multidisciplinar.

2. Investigação Científica e Inovação

2.1. Incentivar estudos multicêntricos nacionais, promovendo redes colaborativas de

investigação.

2.2. Promover a publicação científica em revistas de impacto e reforçar a visibilidade

internacional da Neonatologia portuguesa.

2.3. Manter bolsas de investigação da SPN, apoiando trabalhos relevantes em cuidados perinatais e neonatais.

2.4. Explorar e promover a integração de novas áreas de investigação, como a inteligência artificial aplicada à neonatologia.

3. Registos Nacionais

3.1. Reforçar o Registo Nacional de Recém-nascidos de Muito Baixo Peso (RNMBP), promovendo a adesão e qualidade dos dados.

3.2. Incentivar e uniformizar o seguimento longitudinal dos RNMBP e a análise dos resultados de saúde a médio e longo prazo.

3.3. Desenvolver metodologias que automatizem relatórios e dashboards de monitorização em tempo real.

3.4. Expandir a rede de registos para novas áreas, nomeadamente: asfixia perinatal / hipotermia terapêutica.

3.5. Manter a ligação a redes internacionais, nomeadamente eNewborn, Union of European Neonatal and Perinatal Society (UENPS), International Pediatric Association (IPA) e manter parcerias nacionais (Faculdades de Medicina e outras instituições académicas).

4. Cooperação Nacional e Internacional

4.1. Manter uma estreita ligação à Sociedade Portuguesa de Pediatria e às suas secções.

4.2. Intensificar a colaboração com outras Sociedades Científicas Portuguesas, nomeadamente Obstetrícia e Medicina Materno-fetal, Simulação Aplicada às Ciências da Saúde.

4.3. Promover a participação de Médicos de Medicina Geral e Familiar nas iniciativas da SPN.

4.4. Reforçar a cooperação internacional com a UENPS, European Society for Pediatric Research (ESPR), Sociedade Espanhola e Ibero-Americana de Neonatologia.

4.5. Estabelecer e consolidar laços de formação e investigação com países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP).

4.6. Manter um diálogo ativo com o Ministério da Saúde e DGS, contribuindo para políticas de saúde neonatal.

4.7. Promover uma maior visibilidade da Neonatologia na formação pré-graduada em Medicina.

4.8. Cooperar com o Colégio da Subespecialidade de Neonatologia e com o Colégio de Pediatria da Ordem dos Médicos.

5. Comunicação e Proximidade

5.1. Modernizar o site da SPN, tornando-o mais interativo, bilingue, com áreas dedicadas a sócios, famílias e público em geral, estendendo assim a formação e ensino dos cuidados neonatais.

5.2. No site da SPN, na área dedicada às famílias/ público em geral disponibilizar periodicamente atividades/ folhetos formativos prioritariamente no âmbito da prevenção, mas também noutras eventuais áreas relevantes que venham a surgir.

5.3. Estimular a maior participação dos sócios através de consultas online e sondagens.

6. Humanização e Apoio às Famílias

6.1. Colaborar com associações de pais de prematuros e recém-nascidos de risco.

6.3. Divulgar e implementar standards internacionais de cuidados centrados na família (ex.: European Foundation for the Care of Newborn Infants (EFCNI)).

6.4. Disponibilizar materiais educativos e informativos para famílias.

7. Organização e Sustentabilidade

7.1. Dinamizar e reestruturar as Comissões já existentes (Investigação, Consensos, Registo Nacional do RNMBP, Seguimento do RNMBP, Imagiologia do SNC, Ética e Cuidados Paliativos, Nutrição, Reanimação Neonatal, Cooperação Internacional).

7.2. Criar novas Comissões, nomeadamente Literacia para a saúde e Hemodinâmica neonatal.

7.3. Garantir a sustentabilidade financeira da Sociedade, diversificando parcerias e apoios.

7.4. Reforçar a representatividade de Portugal em sociedades internacionais.

Conclusão

A candidatura que apresentamos à Direção da Sociedade Portuguesa de Neonatologia para o triénio 2026–2028 assenta na valorização do trabalho desenvolvido pelas Direções anteriores e na determinação de projetar a SPN para novos horizontes de excelência clínica, científica e organizacional.

Assumimos o compromisso de uma liderança próxima, dinâmica e participativa, que promova a cooperação entre todos os sócios, incentive a partilha de conhecimento e reforce a ligação da Neonatologia portuguesa ao contexto internacional.

Estamos convictos de que, com uma visão abrangente, colaborativa e multidisciplinar, seremos capazes de transformar os desafios em oportunidades e de consolidar o papel da SPN como referência na defesa da saúde e do bem-estar dos recém-nascidos e das suas famílias.

É com espírito de missão, sentido de responsabilidade e confiança no futuro que nos propomos liderar este caminho em conjunto convosco.

Preparar Hoje o Amanhã